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30/05/2004 22:40
Saudade
é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
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Saudade
é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
.
Saudade
é sentir que existe o que não existe mais...
.
Saudade
é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
.
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
.
"E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."
enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
30/05/2004 21:16
Oie gente.. Tudo bom?? Eu to indo né como sempre só com a ajuda de Deus mesmo. Eu estou me sentindo uma merda desses dias pra ca. Mas com a ajuda de Deus porque só ele pra me ajudar vou me levantar e erguer minha cabeça. Parei de postar por muito tempo pois estou estudando demais e fazendo muitos trabalhos e observações da complicado a minha vida. Mas vai passar. To morrendo de saudades de vcs.
Bjokas
enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
30/05/2004 21:10
Ludi,
nossa amizade é realmente maravilhosa. E não dá para ouvir esta música e não pensar em vc.
SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
(Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
Vai tua vida
Teu carinho é de paz e amor
A tua vida
É uma linda canção de amor
Abre teus braços e canta a última esperança
A esperança divina de amar em paz
Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer
Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você
enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
30/05/2004 21:00
FELICIDADE REALISTA
(Mário Quintana)
A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão...
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar! É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, masnão felicidade.
enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
01/02/2004 23:52
Vício
É só lembrar a palavra vício e confirmamos o quanto somos limitados,
o quanto nos deixamos levar pela preguiça mental,
pela displicência existencial.
Nem mesmo cogitamos algo diferente, falou em vício,
lembrou drogas, álcool, fumo, etc. Correto, mas não é tudo.
Quem tem algum vício, é viciado. Viciado em que ? Seja no que for,
vive em um círculo fechado, não progride, não sai do lugar.
Pode durar muito tempo, mas não todo o tempo.
Acordar, trabalhar, lazer, dormir. Para os aposentados,
ainda sobram menos opções. Na juventude, somos super heróis,
e a Verdade é ignorada, passa como fantasia. Na idade adulta muitos
de nós sabemos que estamos repetindo sempre a mesma coisa,
como se fôssemos donos de um paradisíaco universo. Na terceira idade,
ainda somos capazes de ignorar, mas já não podemos deixar de sentir
que estamos correndo contra o tempo, que parece andar impetuosamente.
Antes tarde do que nunca, o que deveríamos então fazer
para sair de um possível e atual círculo vicioso ? Refletir, ter humildade
para dar uma periódica pausa em tudo. O Supremo Senhor é o Bem,
pelo Bem e para o Bem. Não tem frescura, não aceita negociatas,
não destoa de sua Essência. E algumas de suas infindas características são
a Paz, a Calma, a Serenidade.
Como poderíamos ouvir tal Voz se vivemos atribulados, estressados,
ocupados ? Como poderíamos, pelo menos, perceber a
sua Mensagem, se não dispensamos nem mesmo cinco minutos diários
para fechar os olhos e esvaziar a mente ? Como poderíamos
ter conhecimento de que Deus está sempre à nossa disposição,
se nem mesmo nos apercebemos que contabilizamos diariamente
horas e mais horas consumidas no desejo da fuga, do pensar em nada,
se nem mesmo nos enxergamos entrando neste tipo de estagnação ?
É mais fácil dizer que tal Mensagem existe em conseqüência de interesses
de terceiros. Porque então não analisar somente a Mensagem ?
Porque podemos estar viciados em alguma coisa, fechando nosso entendimento, puxando-nos para baixo, para o fundo, para o nada.
Se eu abrir a minha mente, alguns minutos, diariamente.
Se eu persistir alguns meses, logo logo, como uma página branca que
grita por ser preenchida, perceberei,
ainda que em "linhas tortas", o quanto estive errado.
Os sábios, quando percebem a Mensagem, mudam logo o seu rumo,
mesmo contra os seus antigos princípios,
que ora julgavam serem corretos.
Os outros, temendo perder alguma coisa, não se entregam facilmente
ao desprendimento que a existência exige, apegando-se de forma
tão forte a alguma paixão terrena, que não podem mesmo discernir,
perceber que estão andando em círculos.
E este andar em círculos é contra o Universo, evolutivo por natureza.
Sendo contra as Leis Universais, o vício, nada mais cria do que
uma "aparente estagnação". Como uma das leis impera no verbo,
no acontecer, na dinâmica, na prova de que nem mesmo
um objeto está imóvel, tudo foi e tudo sempre será, em movimento,
sendo assim, o viciado entra em atrito com sua própria existência.
E gera um desgaste, mesmo perdurando em seu vício,
o corpo material tem limites.
Feliz daquele que tem o Caminho Iluminado,
feliz daquele que já não vê somente com os próprios olhos,
mas através da Divina luz que cai sobre todo aquele
que dá atenção, abre a porta, e estica a mão
para Quem tanto quer ajudá-lo.
Feliz daquele que conseguiu escapar
de qualquer vício.

enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
01/02/2004 23:28
Oração
Há pouco tempo pensava-se na luz como sendo apenas
aquela emanada pelas tochas e lâmpadas elétricas.
Descobriram mais tarde que há outros tipos de luz e, até,
a luz infravermelha que não pode ser percebida pelo olho humano.
Também conhecia-se a energia elétrica, e ponto final.
Hoje temos a energia elétrica sendo aproveitada por coletores solares,
moinhos de vento, hidrelétricas, reações químicas, geradores movidos
a todo tipo de combustível, etc.
Atualmente, reconhecemos também que tudo é formado por energia.
Qualquer coisa, até nossos corpos materiais. Enquanto o
Ser Humano não experimenta a prova através da realidade material,
permanece em seu mundo limitado. E quanto sangue já banhou
grandes inventores e desbravadores do campo científico...
Tudo ceifado pela ignorância que jamais cedeu tempo à comprovação.
Caio em oração. Poderiam apenas enxergar um Ser ajoelhado.
Mas o sentido da visão não pode perceber este tipo de energia.
Caio em oração. Sinto em todo o meu corpo a luz que vem do Alto.
Poderiam retrucar que o alto não existe, dado que a Terra flutua
no espaço e tudo é uma questão de referência. Mas o Alto
para quem compreende, é a única Referência, percebida de forma sutil,
captada por nossa mente, interfaceada pelo nosso cérebro.
Caio em oração. Podem se ajoelhar e nada sentirem. Mas quem tem fé,
possui estrutura para sintonizar e transformar tal energia em vida.
Materialmente somos meros conversores de energia,
mas espiritualmente habitamos diversas formas de vida.
Sabemos que a multiplicidade da energia corrobora
na diversidade de vidas e dimensões...
É tudo tão lógico, tão óbvio. Qualquer retificação redunda
na ratificação de uma visão obtusa, que não concebe
"também a matéria" mas, sim, somente o materialismo. Pura tentativa,
sob o passo do tempo, que revela verdades ao final de cada ciclo.
Caio em oração. Desce sobre mim uma imensa luz,
iluminando e energizando cada célula do meu corpo.
Grandes cientistas trouxeram-nos grandes descobertas. Somos gratos.
Pois disseram-nos como melhor aproveitar esta forma
existencial, dentro da matéria.
Mas a matéria, apesar de sua complexa constituição energética,
não possui a vida, que vivifica a mesma. Maior importância do que
a matéria, então, é a estupenda capacidade de um Ser vivo interagir
com o seu Universo, mais do que instinto, tendo nascido
preparado para tal ambiente.
Falta-nos ainda escutar o Cientista Maior, que conhece todas as formas
e tipos de energia. Aquele que é a Sabedoria, por
transmitir-nos o conhecimento de que já somos portadores de
condições suficientes para entender e interagir com todas as forças
do Universo. Tão simples quanto a mágica que faz o nosso corpo funcionar,
automaticamente. Temos tudo, basta que lancemos mão.
Caio em oração.

enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
01/02/2004 23:09
Alegria
Óleo de toda engrenagem humana. Leveza de espírito no
"caminhar sobre as águas", no "voar como um pássaro".
"Jugo leve" para quem tem alegria, verdadeira, espontânea.
Anestésico que acrescenta naturalmente uma plenitude pessoal,
dispensando automaticamente a necessidade de
bitolar-se em pensamentos limitados:
"porque isto acontece logo comigo ? Porque aquilo ? ...".
Tudo é emprestado, tudo é passageiro. Mas a alegria é
uma das reais conquistas. Todos os aborrecimentos podem
ter algum fundamento, contudo, devem limitar-se ao tempo de
uma decisão na solução de sua causa.
Muitas vezes consumidos por um prolongado período de insensatez,
de tanto batermos com a cabeça aqui e ali, quase que
perdemos o senso de reflexão.
Outras vezes, mesmo depois de grandes obstáculos, encontramos
pequenas recompensas jamais percebidas até então.
Surge a alegria.
Tal qual a palavra de um sábio, quando ouvida, parecendo tão sem sabor.
Quando transportada para a prática, transforma-se no
verbo, acontece a realização.
Muitos projetam uma imagem negativa sobre os sábios, negando
preconceituosamente a mensagem que comunicam,
conforme a imagem que neles "percebem".
Um consagrado Santo, um simples seguidor, um crente em Deus,
seja qual sábio for, não traz consigo a sua palavra pessoal mas,
a Palavra que transformou sua própria vida.
Alegria, mesmo que não a tenha, busque-a. Nos amargos instantes
dessa nossa passagem, insufle a alegria dentro de si. Algumas vezes,
mesmo com algum esforço, parecendo uma alegria tão desproposital
frente às coisas que temos que enfrentar.
Mas é mesmo uma conquista, requer tempo e paciência,
para que brote a alegria sem motivo aparente.
Como alegria pela alegria ? Talvez possamos cruzar o Caminho de Santiago
sem nem mesmo gastarmos um centavo com as passagens e acomodações.
Basta nos abstermos por um período considerável
de todos os prazeres materiais. Basta limparmos nossas mentes,
dando espaço à Mensagem que vem para todo aquele que deseja percebê-la.
Nada, nada além de um caminho. Alimento sóbrio e suficiente,
água à vontade. Sobremesas, nenhuma. Trabalho árduo equivalente
aos pés cansados que precisam chegar ao despertar da fé, noites e feriados
silenciosos, equivalentes ao vácuo que instiga a fome pela sabedoria,
e não pelos excessos mundanos. Mente livre, aberta, sintonizada
com a sabedoria das rochas, do átomo
e de todos os filhos diretos do Senhor.
Talvez, para muitos, cuja fraqueza os impede de tal abstinência,
o Caminho de Santiago é uma excelente sugestão para conhecer a
transparente alegria de viver: ser alegre simplesmente pelo fato de podermos
ser alegres. Absurdo ? Transporte esta teoria para a comprovação na prática,
em pouco tempo, haverá capacidade para rir do nada, por nada, por tudo,
por viver, mesmo de um jeito ou de outro,
com alegria !

enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
01/02/2004 22:47
Sobre a Virgindade de Nossa Senhora
A Igreja ensina este ministério e privilégio mariano com uma fórmula tradicional: virgem antes do parto, virgem no parto e virgem depois do parto. O amor de Jesus à sua Mãe, que havia oferecido a Deus sua virgindade, fez que os planos divinos de redenção se realizassem, respeitando esse propósito de Maria. A Maternidade e a Virgindade, dizia São Bernardo, são duas coroas que Deus quis concede-la (cf. In
assumptione B. Mariae Virginis: PL 183, 428).
A Virgindade de Maria
A Virgindade de Santa Maria pode ser entendida em um triplo sentido: Virgindade de mente é dizer um constante propósito de virgindade, evitando todo aquilo que repugna a perfeita castidade. Este é o chamado aspecto espiritual ou de entrega total a Deus.
Virgindade dos sentidos, ou seja, a imunidade dos impulsos desordenados da concupiscência. Este é o chamado aspecto moral. Virgindade do corpo, isto é, a integridade física jamais violada por nenhum contato de homem algum. O Dogma Mariano do qual agora tratamos detém-se a considerar, principalmente, a integridade corporal de Santa Maria, e assim a Igreja nos ensina que Maria Santíssima:
- era virgem ao conceber a Nosso Senhor (antes do parto);
- foi virgem ao dar a luz ao Senhor (no parto);
- permaneceu virgem depois do nascimento de Cristo (depois do parto).
O Magistério da Igreja
a) Em todos os Símbolos Apostólicos se declara a Fé quando se diz: "Creio em Jesus Cristo... que nasceu da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo" (cf. DZ. 4,5,6,7,19,282).
b) Os Concílios e declarações pontifícias expressam com unanimidade esta verdade.
A Sagrada Tradição
Santo Irineu: "Era necessário que na restauração de Adão por Cristo... a desobediência virginal de Eva fosse desvirtuada e suprimida pela obediência virginal
de Maria".
São Jerônimo: "Cristo virgem e Maria virgem consagraram os princípios da virgindade em ambos os sexos".
Santo Agostinho: "Se com o nascimento de Jesus se houvesse corrompido a integridade da mãe, não haveria nascido de uma virgem, e portanto, toda a Igreja
professaria falsamente que havia nascido de uma virgem".
Santo Efraim: "Entrou e habitou secretamente no seio; saindo depois do seio, não rompe o selo virginal".
"Enquanto o hedonismo, a sensualidade e a exaltação imoderadada do sexo vêm inundar e asfixiar a humanidade, o Senhor nos revela sua estima e seu apreço divino da pureza, unindo milagrosamente em sua Mãe o gozo da maternidade e o honra da virgindade." (Pio XII)
Conteúdo do Dogma
A virgindade perpétua de Maria é um milagre operado por Deus e um privilégio concedido e intimamente ligado ao da maternidade divina. Este dogma mariano se explicita em três grandes momentos: antes, no, e depois do parto:
A Virgindade antes do parto:
Isto significa que Maria, antes de conceber a Jesus não teve nenhum contato carnal humano e, ainda, que concebeu ao Senhor milagrosamente, isto é, sem a o contato com um homem. A ação do germen viril foi suprida milagrosamente por Deus, "por obra do Espírito Santo".
Segundo a Sagrada Escritura:
"A virgem conceberá e dará a luz a um filho." (Is 7, 14)
"o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem, o nome da virgem era Maria". (Lc 1, 26)
" 'Como será isso, pois não conheço homem algum?'. 'O Espírito Santo virá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com sua sombra'." (Lc 1, 34-36)
"José... não temas receber Maria, porque o concebido nela é obra do Espírito Santo". (Mt 1, 20)
Em Mt 1, 16 e 18-25: "... Jacó gerou a José"; ao citar a seqüência das genealogias, o lógico seria continuar essa seqüência dizendo: José gerou a Jesus, mas se disse: "... Maria da qual nasceu Jesus".
Por isso disse depois: "... filho, segundo a geração de José" (Lc 3, 23).
Segundo razões de conveniênica:
São Tomás disse:
1. Convém-se que o Filho natural de Deus não tenha pai na terra, que tenha um único pai no céu para que a dignidade de Deus não se comunique a outro.
2. O Verbo, que foi concebido eternamente na mais alta pureza espiritual, foi também concebido virginalmente quando se fez carne.
3. Para que a natureza humana do Salvador estivesse extinta do pecado original, converia que não fosse concebido por via seminal, mas por concepção virginal. Do contrário seria um absurdo, isto é, que Cristo tivesse necessidade de ser redimido. Se fez igual em tudo a nós, menos no pecado (cf. Hb 4,15).
4. Ao nascer segundo a carne de uma virgem, Cristo nos indicava que os membros de seu Corpo Místico deveriam nascer, segundo o espírito, da Igreja Virginal (cf. Jn 1,13; S. Th. I II, q.28, a. 1).
A Virgindade No Parto:
Isto significa que Maria deu a luz a seu Filho primogênito sem perder sua integridade corporal e ainda, que seu parto foi sem dor alguma. A Ela não se alcançou castigo que Eva recebeu: "gerarás teus filhos com dor" (Gn 3,16). O parto, em conseqüência, foi
milagroso e de caráter extraordinário.
Segundo a Sagrada Escritura:
"E deu a luz a seu Filho primogênito e o envolveu em panos, e o reclinou em uma manjedoura, porque na cidade não havia lugar para eles". (Lc 2,7)
Essa passagem explica, São Pio X, em seu Catecismo, desta maneira: o nascimento do Senhor foi semelhante a "como um raio de sol que atravessa o cristal sem rompê-lo ou manchá-lo".
Segundo as razões de conveniêcia, São Tomás de Aquino expressa deste modo:
1. O Verbo, que foi certamente concebido e que procede do Pai sem nenhuma corrupção, devia, ao fazer-se carne de uma Mãe virgem, conservando sua
virgindade.
2. O que veio para evitar toda corrupção, ao nascer, não deveria destruir a virgindade daquela que lhe deu a vida.
3. O que nos ordena a honrar pai e mãe obrigava-se a si mesmo não diminuir, ao nascer, a honra de sua Santa Mãe. (cf. S. Th. III, q. 28, a. 2)
A Virgindade Depois do Parto:
Significa que Maria, depois de dar a luz a seu Filho primogênito, virginalmente, permaneceu sempre virgem, até o final de seus dias na terra, sem ter contato com homem algum, e em conseqüência, sem gerar outros filhos.
Segundo a Sagrada Escritura:
"Pois não conheço homem algum" (Lc 1,34). Essas palavras indicam a resolução de Maria, opinião comum, fazendo o voto perpétuo de virgindade, o qual significa que aceita a concepção virginal de Cristo - por obra do Espírito Santo - e reafirma seu desejo de permanecer sempre virgem.
"E não a conheceu até que deu a luz um Filho, ao qual pôs o nome de Jesus" (Mt 1,25). As palavras desse versículo: "E não a conheceu até que deu a luz..." tem
induzido alguns a interpretá-la no sentido que, depois do nascimento de Jesus, entre a Virgem Maria e São José, houveram relações matrimoniais. Deve levar-se em
conta o sentido bíblico que diz "até que", pretende ressaltar o que já tem ocorrido até esse momento: a concepção virginal de Jesus. A partícula não leva em conta a situação posterior.
A Igreja tem ensinado sempre a perpétua virgindade de Maria. Conforme as declarações do Magistério neste capítulo e os comentário sobre a passagem da Anunciação no capítulo 3 e, em particular, o dizem no v. 34 da mesma passagem.
" Mulher, eis aí teu Filho" (Jo 19,26). Isso não haveria ocorrido, não seria lógico, se Maria tivesse outros filho que pudessem cuidar dela.
Segundo São Tomás:
1. O que desde toda eternidade é Filho único do Pai, convém que seja no tempo o filho único de Maria.
2. Seria uma ofensa ao Espírito Santo, o qual santificou para sempre o seio virginal de Maria.
3. Se a dignidade de ser Mãe de Deus supôs a virgindade antes e no parto, essa mesma dignidade segue existindo depois do parto (cf. S. Th. III, q. 28, a.3)
Maria Santíssima é a pureza personificada, o ideal vivente da virgindade. Por ela, escreve São Cura D'Ars: "Devemos professar uma fervente devoção à Santíssima Virgem, se quisermos conservar essa virtude; da qual não nos deve caber dúvida alguma, se considerarmos que Ela é a Rainha, o modelo de Patrona das Virgens..." (Sermão sobre a pureza)
Questões Complementares
O Matrimônio de José e de Maria:
Em razão da perpétua virgindade de Maria, isto é, por seu desejo de evitar todo contato com um homem, cabe perguntar se pode existir um verdadeiro matrimônio com José. São Tomás de Aquino responde dizendo que efetivamente houve verdadeiro matrimônio, distinguindo a forma e o fim do mesmo:
1. A forma do matrimônio consiste em guardar indivisivelmente a fidelidade um ao outro;
2. O fim do matrimônio é a geração da espécie, que se obtém pela relação e a educação que se obtém pelas obras dos esposos.
No caso de Maria e José, quanto à forma, foi verdadeiro matrimônio, porque guardou-se a fidelidade. Quanto ao fim, refere-se À relação, então hão consumada, mas en quanto tiver um filho: Jesus, de que se ocuparam também de sua educação. (cf. S. Th. III, q. 29. a.2)
Em outras palavras, a essência do matrimônio consiste no direito sobre os corpos com o objetivo da procriação - ius incorpore - mas, outra coisa é o uso desse direito, que pode usar-se ou não em razão das causas legítimas. Disso onderesulta que pode existir verdadeiro matrimônio, ainda quando este seja virginal.
Disse São Tomás: "Não pode negar que Maria e José contrairam o verdadeiro matrimônio, porquanto que Maria concebeu e deu a luz a Cristo virginalmente e no
dia da união com José. Com isso, pode se dizer aos fiéis casados que, ainda guardado de comum consentimento a continência, permanece o vínculo conjugal sem a união dos corpos". (S. Th. Q.29, a.2)
Autor: Bruno Valadão
enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
01/02/2004 22:37
Ae galera to fazendo esse site de novo . Tomara que gostem. Bjokas Amo vcs todos
Fiquem com Deus.
enviada por *.ShÏnÖdÄ'S ÅñGë£..*
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